2+2=3 ?

 2+2 = 3 ?

 

O Judiciário brasileiro vem demonstrando cada vez mais o seu anacronismo e distanciamento em relação à realidade. Para o judiciário brasileiro a matemática, a tecnologia e a ciência devem seguir os seus ditames e convicções e não o contrário.

Este é um mal que assola o país, o desprezo pela matemática, dado que decisões desprovidas de lógica e racionalidade tendem cada vez mais a causar o prejuízo da coletividade em prol de pequenos grupos de pressão, idiossincrasias jurídicas ou questões locais.

O fato é que podemos observar, como no caso da dívida dos Estados, em que se julga se juros compostos podem ou não ser aplicados, o Judiciário brasileiro tomou as rédeas de decidir aquilo que já foi discutido, calculado e resolvido há séculos. Querer remontar à época de John Napier, falecido em 1617, portanto há 4 séculos, sobre a constante de Euler, ou Napier, o número “e”, que é aplicado em cálculos econômicos é um retrocesso inacreditável.

O judiciário brasileiro pode querer decretar que 2+2 = 3, mas isto não vai deixar de ocorrer, porque as consequências de tais cálculos se farão sentir em outro lugar, ou seja, uma espada que vai ser enterrada na cabeça da sociedade.

Convenhamos que o desprezo pela matemática seja quase tão gritante como desprezo pela tecnologia. Um juiz, isoladamente, decide que a tecnologia tem que funcionar de acordo com suas crenças e preceitos idiossincráticos. Estamos a falar, é claro, da decisão tomada em Lagarto acerca do cerceamento do serviço de WhatsApp.

Como isto, obviamente, não vai acontecer, do alto de convicções arraigadas decide-se aplicar uma punição coletiva. O resultado, funesto, é que a tecnologia não irá funcionar de outra forma apenas para atender sua imperiosa demanda e todos ficarão desprovidos do serviço. E ainda assim, a justiça não será alcançada. Apenas o prejuízo da coletividade é certo. Um resultado discutível.

Temos assistido em várias instâncias interesses locais, individuais ou de pequenos grupos prevalecerem sobre o direito da maioria. Provavelmente, isto se deve ao fato de a pequena minoria conseguir se organizar de forma eficiente, enquanto a grande maioria tenta apenas sobreviver.

 

O fato é que tais questões, definitivamente, têm que passar pela sociedade, que deve pressionar cada vez mais pela adoção da racionalidade e respeito à matemática e ciência. Uma coisa é certa, país algum irá evoluir na base somente na canetada, nem de um juiz, nem de um presidente da república.

Matando o Mensageiro

 2+2 = 3 ?

O Judiciário brasileiro vem demonstrando cada vez mais o seu anacronismo e distanciamento em relação à realidade. Para o judiciário brasileiro a matemática, a tecnologia e a ciência devem seguir os seus ditames e convicções e não o contrário. 

Este é um mal que assola o país, o desprezo pela matemática, dado que decisões desprovidas de lógica e racionalidade tendem cada vez mais a causar o prejuízo da coletividade em prol de pequenos grupos de pressão, idiossincrasias jurídicas ou questões locais.|Leia Mais...